Naquele dia...
Vi meus OLHOS riscarem o céu
Antes de encontrarem, pela primeira vez, os teus.
As palavras que eles imperfeitamente diziam
Guardo-as apenas para mim
Naquele dia...
Os minutos se espreguiçavam...
Encaantados pela PUREZA do momento,
Ouvi o assobio festivo do vento
E o cantar lírico das gotas d’água caindo ao chão
Naquele dia...
Li nas páginas brancas
De uma história carbonada,
Por sobre antigas frases rotas,
Que valia a pena estar ali
Não havia refúgio para a dor,
Porque dor não havia.
Não havia inquietude no silêncio
Havia ternura límpida e implícita
Nos toques etéreos da tua presença
Como a ÁGUA que o leito do rio beijou
Como o ontem
Como a dor que antecede o parto
Como o Natal do ano passado
Aquele dia passou...
Se eu pudesse
- E se meu DEUS comigo concordasse -
Todos os até aqui vivenciados
Trocaria por instantes raros
Semelhantes àqueles parcos contigo CONTEMPLADOS.
DIEGO JAMI ~
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