segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sintoma da saudade.

.

Hoje bateu saudade assim ,
de quando eu te ligava antes de sair,quando chegava , quando ia dormir, quando acordava ,só pra dizer que estava bem .
Senti saudade de você, que me acustumou a achar tudo fácil. e você sempre facilitar as coisas , fazendo minhas vontades , seja pra comer morango com nutella , ou ir pra praia as 10 hrs da noite.
Senti saudade dagente de pijama aqui em casa , dando risada da minha mãe que dizia que iriamos nos casar , e que eu iria te colocar no eixo .
Das minhas tardes perdidas te enssinando logaritmando , em que você parava de 15 em 15 minutos so pra dizer o quanto me amava .
Senti saudade dos meus fins de semana no shopping , passeando e passeando , você,que me enchia de presentes ,principlamente de cholate ao leite . Ao mesmo tempo que me echia , brigava comigo,falava que eu tava ficando gorda , e chata , mas continuava me dando uma caixa por semana .
Sinto sausade , dos seus beijos,dos seus abraços , do seu custume de morder meu pé e fazer consquinhas na minha barriga , so pra ver meus olhos enchendo de lágrimas de tanto rir .
sinto saudade das tuas palhaçadas,quando fiquei doente , em que voce cuidou de mim . Esperava eu dormir,eu acordar, me dando remédios e chás . E dizia que tudo que voce sempre quis,tinha contecido , nossa união .
Sinto saudade da sua voz no meu ouvido ,em que não cansava de dizer o quanto eu era bonita, e inteligente e que iriamos morar em encontro das águas em uma big casa com dois cachorros e 7 filhos.
Sinto saudade das blusas , com as frases que voce desenhava e mandava fazer na copyart , so pra me dar todo dia 25 de cada mÊs.
Sinto saudade da sua mãe , me ligando querendo saber onde voce tava , eu que as vezes nao sabia , morria de ciuúmes e preucupação , e quando chegava em casa , estava você na porta do meu prédio , sentado , me esperando com a caixa de chocolate .
Sinto saudade de você , indo me pegar no colegio toda sexta feira . Do dias dos namorados mais lindo e perfeito de todo minah vida .
Sinto saudade , da gente conversando aqui na sala até 3:30 da manhã, em que você so queria ver filme de ação , e eu durmia e acordava com as balas dos tiros .
Sinto saudade do seu miojo, super gostoso com molho italiano , em que me esbaldava todo domingo .
Sinto saudade da sua insistência em me levar pro salaão , pra eu fazer minha unha,meu cabelo,perna,decote,axila , so pra me ver bonita , e eu ia , mesmo odiando salão .
Sinto saudade do ' luaaaaaaaaaaaaaaaaaa' que ouvia sempre do meu quarto , em que voce ja chegava me gritando , e acordando todo mundo 7:30 da amanhã em dia de sábado .


Sinto saudade desses 7 curtos meses , em que eu me perdia a cada dia no seu amor .
e nao me cansava de te apoiar,corrigir,brigar e te ajudar.
hoje bateu saudade disso tudo !

vejo , o quanto cresci com você .
sinto saudade de você , e todo amor que voce me dava .

saudade. :S

sábado, 3 de outubro de 2009

infelizmente,acustuma.

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma e não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.

A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.

A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá.
Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.

A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.